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a
grande massa
salpicada em corpúsculos
que se espalham
no grande vazio
que
retornam
e encontram-se
consigo mesmos
há
frinchas
mas que sediam
também corpúsculos
neste
grande baile
eu sei que você está
e eu também
junto com a caçarola
e o cachorro
brindamos
o quê?
a
ferida
que não se fecha
e dói no peito
a
dor lancinante
estreita e escorregadia
que se infiltra
em nossas entranhas
o
compasso tenebroso
que estremece nossas almas
e ribomba como um trovão
intumescido e silente
que
marca
com sangue
nossos porões
daí
serpentes e lagartos
vindos de Galápagos
se adaptam às nuvens
em tons de verde
se
desprendem
e se envolvem
em novos enredos
gregos e etíopes
alçam
vôo
no grande vazio
respiram
a epopéia cíclica
abrem
caminhos
no cipoal eterno
se
transformam
em dragões amarelos
que
sopram
nos ouvidos primatas
as primeiras lições
a despertar
suas almas adormecidas
Abilio
Terra Junior
14/04/2006 2:35 h
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