Natal
2002
É
difícil dizer qual
foi o meu melhor Natal. Foram
tantos... uns melhores, outros
médios, outros melhores...
Mas é sempre uma data
que merece ser comemorada,
pelo seu simbolismo, principalmente.
Eu desejo que o meu Natal
2002 seja comemorado junto
com os meus entes queridos,
de uma forma alegre, tranqüila,
amena, e que o Espírito
do Natal esteja, de fato,
presente (lembro-me agora
daquele conto de Natal, sobre
o qual já se fizeram
alguns filmes, do velho avarento,
Scrooger (?), que passa por
uma lição memorável
na noite de Natal, ao se "encontrar"
com o seu ex-sócio,
já falecido, e com
os três Espíritos
do Natal, do passado, do presente
e do futuro).
Há muito o que dizer
sobre o Natal, a grande comemoração
da Cristandade: o nascimento
de Jesus Cristo.
Confesso que fui criado na
religião católica,
mas, depois, segui outros
caminhos.
E, vejo que, hoje, o Natal
perdeu muito da sua essência.
Para a maioria, não
passa de um fato comercial,
quando se compram muitos presentes,
muitas famílias se
reúnem para se empanturrarem
com deliciosos petiscos e
muitas bebidas, conversarem
bastante, contarem as últimas
novidades, darem boas risadas...
e quanto ao Espírito
do Natal? Alguém se
lembra dele?
Alguns estudiosos dizem que,
inclusive, a data de 24 de
dezembro não é
a data correta do nascimento
de Jesus. E que, na verdade,
ele não nasceu em uma
manjedoura, cercado por Maria,
José, os três
Reis Magos, e pelos animais
ali presentes. Mas que o seu
nascimento foi previsto pelos
grandes estudiosos dos conhecimentos
herméticos, e que ele,
realmente, nasceu em um local,
que, hoje, poderia ser considerado
um hospital, pertencente à
Irmandade dos Hospitalários,
ramo dos Essênios. E
que tanto Jesus, quanto Maria
e José, eram Essênios,
que seguiam hábitos
e pensamentos puros, e que
viviam à parte dos
demais membros da sociedade
judáica da época.
Só no século
XX, no ano de 1945, foi descoberto
"um lote de papiros reunidos
em uma encadernação,
um códice,"...
"na região circunvizinha
da cidade de Nag Hammadi (daí
o nome da atual coleção".
(*) Estes textos, que até
hoje, são estudados
a fundo pelos especialistas,
assim como os Manuscritos
do Mar Morto, (**) descobertos
em 1947, lançaram nova
luz sobre muito do que, até
então, se supunha como
a palavra final acerca dos
acontecimentos, e, principalmente,
da interpretação
dos acontecimentos ocorridos
há dois mil anos atrás.
Não entrarei no mérito
da questão, por ser
muito complexa, nem pretendo
provocar polêmica, mas,
suponho que o cristão
precisa, também, se
interessar por esses assuntos,
se ele quer saber, realmente,
a verdade, sobre o Cristianismo,
sua origem, suas diversas
vertentes, e muito mais.
E o Espirito do Natal? Onde
está ele? Quantos estão
próximos dele na noite
do Natal?
Fiz uma poesia, muito singela,
há alguns anos atrás,
e com ela termino essa breve
crônica:
O
Espírito do Natal
Papai Noel se arrumou
saiu pelos céus com
seu trenó
puxado pelas renas
ia de país em país
de cidade em cidade
nevadas ensolaradas
pequenas grandes
ricas pobres
atendendo aos pedidos
das crianças
de todas as cores
que sorriam felizes
brincavam com seus brinquedos
e cresciam pouco a pouco
até se tornarem adultos
com almas puras
corações generosos
tocados sempre
pelo espírito do Natal.
(*)
- Nag Hammadi - O Evangelho
de Tomé - Textos gnósticos
das origens do cristianismo
- Raymond Kuntzmann e Jean-Daniel
Dubois - Edições
Paulinas
(**) - A Descoberta dos Manuscritos
do Mar Morto - Primeira Tradução
e Interpretação
Completa de Cinqüenta
Documentos-Chave Guardados
Há Mais de 35 Anos
- Robert Eisenman e Michael
Wise - Ediouro