troco
sempre
de
passo
na
tarde
ainda
trôpego
levanto-me
de
manhã
entre
ocasos
fortuitos
não
me
inspiro
leio
versos
nascidos
em
outras
terras
vozes
que
se
expressam
em
outras
línguas
em
diferentes
tensões
vibram
como
um
jorro
que
ondeia
em
vagas
que
cismam
e
perfilam
entre
tantas
terras
que
se
espalham
permaneço
entre
elas
e
me
centro
sinto-me
então
nasço
aos
poucos
palavras
são
muitas
e
os
sentidos
se
levantam
nos
seus
brios
de
meninos
se
estreitam
em
seus
braços
as
músicas
que
me
embalam
em
tons
vagos
são
aquelas
que
minha
alma
tanto
adora
meus
tons
e
semitons
surgem
faceiros
como
sempre
levam-me
aos
terreiros
dos
altiplanos
no
tórrido
planalto
que
surgiu
do
nada