nesse
trajeto
que
se
repete
enrubesce
nas
areias
sensíveis
da
noite
nos
esquecemos
nos
negros
vapores
nos
perdemos
no
covil
das
madeixas
suas
vozes
no
espaço
da
morte
me
adormecem
nas
estreitas
vielas
dos
seus
hálitos
perpétuos
claros
dos
seus
íntimos
anelos
que
vibram
suas
unhas
que
tocam
as
cordas
das
violas
que
nelas
se
escondem
me
marcam
com
o
sangue
do
espasmo
comprimem
o
meu
jato
sublime
seus
pêlos
em
círculos
estreitos
me
propõem
um
sucinto
enigma
que
tento
solver
com
a
língua
que
se
bifurca
serpente
faminta
seus
olhares
tão
crespos
em
pares
tocam
o
suor
dos
meus
poros
se
espalham
em
tons
claros
se
voltam
no
transe
se
esquecem
suas
luas
tão
escuras
tão
cruas
apontam-me
brejeiras
as
escunas
nos
tormentos
amenos
do
estreito
refulge
no
ardor
soa
em
flor
Abilio
Terra
Junior
17/09/2008