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O
sol surge no horizonte,
aquece o coração
solitário
que pensa no poeta
errante e longínquo.
Imagens desconexas
misturam - se nos raios
solares que refletem
no grande lago
deixando um vazio imenso,
em busca
de sua essência
contida nas páginas
da vida passada.
Fatos se repetem.
Sua imaginação
se torna real
e não tem volta.
A cor do real sacia
seu desejo.
Palavras soltas
do ego promíscuo
fluem no
ar num ambiente desconhecido.
Os deuses observam aquela ironia
à
criatura que nos dissabores
de sua vida sente sua
essência de vida perdida.
Luiza
Helena Guglielmelli Viglioni
Terra
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