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As
folhas caem amareladas,
é o Outono chegando com
sua suavidade.
A neblina densa encobre o morro
deixando no ar um mistério
na pequena Vila.
Bem no centro dessa Vila um
casebre rústico iluminado
à luz de vela,
na janela estreita uma jovem
sem
pestanejar olhava com olhos
ternos
para o infinito em busca de
sua história.
O vento soprava forte, as árvores
balançavam de um lado
para outro
cujas folhas caiam suavemente
como se bailassem no ar.
Ela não via e nem sentia
o tempo passar,
mas sentia sua solidão
em cada folha que caia,
na neblina que ofuscava sua
visão,
na estrela distante com seu
brilho fosco.
Todo aquele frio,
vento e neblina não
impedia a vontade de ir até
a Taberna
cuja música era irresistível
e
sabia que era um chamado.
Saindo de casa caminhava
lentamente e sentia seu coração
bater fortemente.
Entrou na Taberna
e olhou de um lado para o outro,
ficou parada por alguns instantes.
Em sua direção
um homem de meia idade,
cabelos grisalhos, alto, aproximou-se
dela com um sorriso e abraçou-a
ternamente sussurrando em seu
ouvido ”Eu te amo”.
Luiza Helena Guglielmelli Viglioni
Terra
22/04/2009
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