o
sangue
lateja
tateia
no
breu
vermelho
macio
que
se
abre
se
fecha
poreja
alvo
líquido
que
brilha
pegajoso
um
espelho
que
fala
nesse
deserto
imenso
que
pulsa
ao
som
dos
melódicos
trinados
da
garganta
que
suga
meu
suco
de
uma
santa
que
se
perdeu
no
ocaso
da
bruma
que
se
esconde
no
delírio
do
fio
da
faca
do
martírio
da
dor
que
confunde
espreita
se
deita
infecta
molécula
que
estrebucha
feito
pústula
que
se
nega
imagino
esses
detalhes
e
me
vingo
sou
príncipe
muito
nobre
e
com
afinco
eu
a
deito
nua
e
pura
em
meus
braços
imensos
largos
descalços
acaricio
seus
anelos
com
zelo
como
no
dia
da
criação
sinto-a
fremente
louca
como
serpente
que
se
descobre
com
dor
profunda
e
muda
nos
seus
olhos
cruza
o
mundo
num
relance
se
reflete
no
céu
sentimos
no
inferno
desse
mundo
toda
a
glória
toda
a
via
que
nos
leva
a
tombar
juntos
nesse
túmulo
que
nos
abraça
e
nos
protege